para orkuteiros
Somos a “Fora Lula” sem petistas. Simples assim.
(Lido no Orkut)
Ser golpista de Orkut, convencido
de que urge derrubar o presidente,
não me parece mais suficiente,
apesar do entusiasmo desmedido.
Para melhor efeito, me decido
a criar comunidade dissidente
e combater, com ânimo valente,
a outra, a que eu tinha há pouco pertencido.
Abro, pois, nova linha de combate
que – qual caroço dentro do abacate –
me dá melhor certeza do que faço:
pois, se o futuro traz o ineditismo,
melhor causa não vejo nem abraço
que me tornar golpista do golpismo.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Soneto patafísico - VIII
Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!
(Marcelo Tas)
Se o trabalho sumiu tão de repente,
a ponto de que não o vejas mais,
melhor olhar de perto, novamente,
com paciência e calma clericais.
Ou talvez necessites atualmente
de algum tipo de lentes desiguais:
uma que seja exata e não aumente
(mostrando-te os tamanhos naturais)
e outra que vença (ou fure) a cerração
em que o teu olho avança tão a custo,
guiado pelo farol da exclamação. –
O importante é que sejas sempre agudo
e não tropeces mais no próprio susto,
conforme aqui suponho, em meu estudo.
(Marcelo Tas)
Se o trabalho sumiu tão de repente,
a ponto de que não o vejas mais,
melhor olhar de perto, novamente,
com paciência e calma clericais.
Ou talvez necessites atualmente
de algum tipo de lentes desiguais:
uma que seja exata e não aumente
(mostrando-te os tamanhos naturais)
e outra que vença (ou fure) a cerração
em que o teu olho avança tão a custo,
guiado pelo farol da exclamação. –
O importante é que sejas sempre agudo
e não tropeces mais no próprio susto,
conforme aqui suponho, em meu estudo.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Soneto patafísico - VII
sempre cabe a pergunta
porque os machos não conseguem fazer parada do orgulho macho?
(Lido no Orkut)
Toda pergunta cabe certamente
(descabida ou cabível, não importa),
restando só saber se é conveniente
a resposta que implique – reta ou torta.
Se os machos não conseguem – como queres –
fazer a procissão do orgulho macho,
não é por falta de ânimo e despacho
ou carência de ideais e de quereres.
(Cumpre manter bem claro o pensamento,
para que não se obstrua no argumento
e não caia, fatal, numa esparrela.)
Quanto à parada? É minha opinião
que, em te fazendo falta, com razão
deverias tu mesmo promovê-la.
porque os machos não conseguem fazer parada do orgulho macho?
(Lido no Orkut)
Toda pergunta cabe certamente
(descabida ou cabível, não importa),
restando só saber se é conveniente
a resposta que implique – reta ou torta.
Se os machos não conseguem – como queres –
fazer a procissão do orgulho macho,
não é por falta de ânimo e despacho
ou carência de ideais e de quereres.
(Cumpre manter bem claro o pensamento,
para que não se obstrua no argumento
e não caia, fatal, numa esparrela.)
Quanto à parada? É minha opinião
que, em te fazendo falta, com razão
deverias tu mesmo promovê-la.
Soneto patafísico - VI
E sobre os dados no mundo quântico, estou contigo nesta também. O mundo quântico é a porta do mundo espiritual, onde tudo é possível!
(Lido no Orkut)
Se, conforme o que dizes, tão fecundo,
no teu quântico mundo, concebível,
tudo chega, de fato, a ser possível
(só não o sendo mesmo o próprio mundo),
não é preciso ser douto e profundo
para ver que os limites do cabível
combinam com os limites do possível,
dentro dos quais convém caber o mundo
(a que chamas de “quântico”, preciso,
mas de outras coisas pouco criterioso).
Se antes dos pensamentos é preciso
que o mundo exista lá, por mais incríveis,
ou será mundo mesmo, rigoroso,
ou – impossível – mundo de impossíveis
(Lido no Orkut)
Se, conforme o que dizes, tão fecundo,
no teu quântico mundo, concebível,
tudo chega, de fato, a ser possível
(só não o sendo mesmo o próprio mundo),
não é preciso ser douto e profundo
para ver que os limites do cabível
combinam com os limites do possível,
dentro dos quais convém caber o mundo
(a que chamas de “quântico”, preciso,
mas de outras coisas pouco criterioso).
Se antes dos pensamentos é preciso
que o mundo exista lá, por mais incríveis,
ou será mundo mesmo, rigoroso,
ou – impossível – mundo de impossíveis
domingo, 27 de setembro de 2009
Soneto patafísico - V
Alguém pensou em perguntar ao bebê o que ele acha de cortarem um pedaço do bilau dele sem anestesia?
(Lido no Orkut)
Quem sabe até já tenham perguntado
ou tido pelo menos a intenção
de perguntar, conforme a sugestão
que dás aqui, de intuito ponderado.
Mas pode ser que, além do intencionado,
se chegue muito cedo à conclusão
de que a pergunta, cheia de razão,
leva a um confuso impasse, inesperado.
Assim, melhor deixar indeferida
a questão que sugeres, de direito,
de que a própria pergunta já duvida.
(Caso nela pensaste alguma vez,
é bom supor que não a tenhas feito –
se é que a língua não falas dos bebês).
(Lido no Orkut)
Quem sabe até já tenham perguntado
ou tido pelo menos a intenção
de perguntar, conforme a sugestão
que dás aqui, de intuito ponderado.
Mas pode ser que, além do intencionado,
se chegue muito cedo à conclusão
de que a pergunta, cheia de razão,
leva a um confuso impasse, inesperado.
Assim, melhor deixar indeferida
a questão que sugeres, de direito,
de que a própria pergunta já duvida.
(Caso nela pensaste alguma vez,
é bom supor que não a tenhas feito –
se é que a língua não falas dos bebês).
Soneto patafísico - IV
Acontece que o que é chamado de ciência não se refere apenas ao "demonstrável" e muito menos ao "demonstrável infinitas vezes preservadas as condições", evidentemente.
(Lido no Orkut)
Bem demonstrada ou mal, ou demonstrável –
conforme queres tu – vezes sem conta;
ou talvez, para que não fiques tonta,
menos que demonstrável, improvável
(que sabemos?), o certo (e razoável)
é que o que afirmas hoje, nessa ponta
do fio de ilusão com que se apronta
teu casaco de ciência indemonstrável,
se alguma se demonstra, com firmeza,
mesmo ao seu modo torto e sem certeza,
vale bem, pelo menos, um tostão.
Não acreditas? Faze a experiência:
salta da torre Eiffel, em prol da ciência,
e mostra, enfim, quem é que tem razão.
(Lido no Orkut)
Bem demonstrada ou mal, ou demonstrável –
conforme queres tu – vezes sem conta;
ou talvez, para que não fiques tonta,
menos que demonstrável, improvável
(que sabemos?), o certo (e razoável)
é que o que afirmas hoje, nessa ponta
do fio de ilusão com que se apronta
teu casaco de ciência indemonstrável,
se alguma se demonstra, com firmeza,
mesmo ao seu modo torto e sem certeza,
vale bem, pelo menos, um tostão.
Não acreditas? Faze a experiência:
salta da torre Eiffel, em prol da ciência,
e mostra, enfim, quem é que tem razão.
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